China formaliza documento para ingresso no BID

A China iniciou na noite do domingo, 18, o processo de admissão como membro pleno do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a maior instituição do ramo na região. O memorando não garante a admissão da China no banco que já tem 47 membros, dois deles asiáticos: Japão, com ingresso em 1976; e Coréia do Sul. A exemplo da Coréia do Sul, que firmou um memorando de entendimento em 2004 e foi admitida formalmente ao banco em novembro daquele ano, a China também pode ser incluída desta forma. "Este é um momento importante", disse Zhou Xiaochuan, presidente do Banco Central da China, após firmar um memorando de entendimento com o presidente do BID, Luis Alberto Moreno. "É um grande avanço chegar a este acordo". Moreno e Xiaochuan se abstiveram de mencionar uma data para o acordo, mas fontes do BID disseram reservadamente que não se espera que isso demore muito. As duas partes formalizaram sua intenção de "antecipar rapidamente as negociações", indica um comunicado divulgado pelo BID na Guatemala, onde está sendo realizada a Assembléia Anual de Governadores da entidade.Na admissão de um novo sócio, os membros devem fazer valer seu poder de voto, que será determinado pela quantidade de ações que tem o banco. A China trabalha na transformação de sua economia segundo as forças do mercado e Washington pressiona para que as regulações no câmbio estejam de acordo.A China é o país asiático de maior incursão financeira na América Latina. A estratégia de aproximação comercial com o continente tem como objetivo abrir mercado nesta região para competir com os Estados Unidos, o principal fornecedor.Desde 2004 a China é uma "observadora" da Organização dos Estados Americanos (OEA), o grupo político de integração pan-americana.

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