China fornecerá mais 50 caças JF-17 ao Paquistão

A China concordou em fornecer 50 caças JF-17 ao Paquistão sob uma base "acelerada", disse hoje um porta-voz da Força Aérea paquistanesa, em uma das mais concretas demonstrações de como a China poderá preencher o vazio se os Estados Unidos reduzirem seu auxílio ao Paquistão, após a operação que matou o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden.

AE, Agência Estado

19 de maio de 2011 | 17h18

O acordo para acelerar o fornecimento dos caças JF-17, dos quais outros 50 estão sendo montados no Paquistão, foi firmado no momento em que o primeiro-ministro paquistanês, Yusuf Reza Gilani, visita Pequim. "Nós estamos levando os 50 caças, além dos que já temos. Algo foi fechado em Pequim e por isso o envio dos aviões será acelerado", disse um militar paquistanês de alta patente.

A visita de Gilani a Pequim estava marcada bem antes dos EUA matarem bin Laden em uma operação em Abbottabad, no último dia 2, e levantarem os questionamentos sobre os esforços paquistaneses para caçar o líder terrorista. A viagem do premiê paquistanês tem como objetivo oficial marcar os 60 anos da relação sino-paquistanesa. Ele disse na terça-feira que a China é a "melhor amiga" do Paquistão. O país já é o maior fornecedor de armas ao Paquistão e terceiro maior parceiro comercial.

O caça JF-17 é um poderoso símbolo da amizade entre os dois países e também parte importante do plano paquistanês para substituir sua antiga frota de jatos de combate F-16, norte-americanos, e também de Mirage franceses. O Paquistão espera com isso pelo menos igualar o poder aéreo do seu arquirrival, a Índia.

Os EUA, por sua vez, repetidamente atrasaram a entrega dos caças F-16 ao Paquistão e também insistiram que eles nunca sejam usados contra a Índia, com a qual Washington atualmente cultiva uma parceria estratégica para contrabalançar o crescente poderio chinês na Ásia. As informações são da Dow Jones.

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