Alexander F. Yuan/AP
Alexander F. Yuan/AP

China garante que decisão do Google não influencia relações com os EUA

Caso da empresa de internet 'é individual'; Ministério não confirmou se governo retaliará buscador

Efe

23 de março de 2010 | 08h42

PEQUIM - A decisão do Google de deixar de censurar suas buscas efetuadas no território chinês não afetará as relações entre Pequim e Washington "a menos que alguém a torne política", informou nesta terça-feira, 23, o Ministério de Assuntos Exteriores da China. A entidade ainda advertiu o gigante tecnológico que sua manifestação "prejudica a imagem da empresa, não a do país.".

 

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"Vincular isto com as relações entre China e EUA ou com a imagem internacional chinesa é como matar moscas com tiros de canhão", disse, em entrevista coletiva, o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores, Qin Gang. A fonte minimizou a decisão do Google, assinalando que se trata de "um mero caso individual" de uma empresa, e se negando a confirmar se Pequim tomará ou não represálias contra o buscador.

 

Desde a madrugada passada, pelo horário local, o Google parou de oferecer sua versão censurada para o mercado chinês (google.cn). Os usuários que acessam a página são redirecionados para o servidor da empresa em Hong Kong (google.com.hk), que não filtra as buscas eliminando ligações a páginas "sensíveis" para o governo de Pequim.

 

O porta-voz Qin garantiu que a China "administra a rede da internet de acordo com a lei e as práticas internacionais", e que a web no país "está completamente aberta". Ele assegurou, porém, que as autoridades "vão limitar qualquer conteúdo que danifique a segurança nacional ou os interesses sociais".

 

Qin também destacou que o gigante asiático dá as boas-vindas a empresas estrangeiras que desejam entrar no mercado. Mas o porta-voz avisa que, de acordo com a lei do país, "se quiserem fazer negócios na China, as companhias devem respeitar as leis e regulações" locais.

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