China impede que moradores de zona onde houve vazamento peçam indenização

Vítimas do desastre sofreram perdas econômicas que chegam a US$ 11,8 milhões

Efe,

14 de setembro de 2010 | 04h25

PEQUIM - Um grupo de residentes na cidade litorânea de Dalian, no nordeste da China, onde no último dia 16 de julho aconteceu o pior vazamento de petróleo da história recente do país, foi impedido pelas autoridades locais de reivindicarem uma indenização, informou nesta terça-feira, 14, o jornal Global Times.

 

Os afetados pelo vazamento que, estima-se, causou o derramamento de 1.500 toneladas de petróleo, ainda não receberam nenhuma compensação, às vésperas de se completarem dois meses desde o acidente, que fez cair a receita dos pescadores, piscicultores e empresários do setor de turismo da região. O grupo de moradores, formado por cerca de 20 pessoas, viajou para Pequim no último dia 2 de setembro para apresentar um requerimento perante as autoridades oficiais, explicou Shao Deshan, um dos afetados.

 

Entretanto, ao chegarem à estação de trem de Pequim foram interceptados por funcionários do governo regional. Shao acrescentou que ele e outras três pessoas do grupo foram levadas à sede da Corporação Nacional do Petróleo da China (CNPC), responsável pelos dois oleodutos que deixaram vazar o petróleo, e receberam a promessa verbal de que serão compensados quando o governo local finalizar os procedimentos de investigação.

 

"Até agora nenhuma autoridade veio até a localidade supervisionar a poluição, e nós calculamos que as perdas econômicas chegam a 80 milhões de iuanes (US$ 11,8 milhões de dólares)", disse Shao ao jornal. Dalian é uma importante cidade litorânea do nordeste da China, com mais de seis milhões de habitantes, e conta com o segundo maior porto de mercadorias do gigante asiático.

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