China impõe cotas à exportação de farinhas de grãos

Crise dispara preços. Governo prevê crescimento de 10,8% para 2008

Efe

02 de janeiro de 2008 | 04h47

O Governo chinês decidiu impor cotas temporárias à exportação de farinha de trigo, milho e arroz, a fim de garantir o fornecimento nacional em uma crise que disparou os preços e a inflação, informa nesta quarta-feira a imprensa local. A alta internacional do preço dos grãos se traduziu em um aumento das exportações da China, que ao mesmo tempo registra uma de suas piores crises inflacionárias pela escassez desses produtos. O Ministério de Comércio decidiu aplicar estas cotas, cujos detalhes não foram especificados, mas que serão outorgadas mediante um sistema de permissões, informou a agência "Xinhua". O período de duração destas cotas será determinado pela situação do mercado, segundo o Ministério. Com esta medida, Pequim espera controlar a alta da inflação, que segundo as primeiras estimativas alcançou 4,7% em 2007, muito superior aos 3% inicialmente previstos. A China exportou 4,87 milhões de toneladas de milho nos onze primeiros meses de 2007, 85,3% a mais que no ano anterior; as exportações de arroz aumentaram 5,8%, aos 1,13 milhões de toneladas; e as de trigo cresceram 206,51%, para 1,85 milhão de toneladas. Com uma produção de 500 milhões de toneladas de grãos, as estimativas oficiais indicam que o déficit da China em 2007 fde cerca de 26 milhões de toneladas Previsões O Centro de Informação Estatal da China publicou nesta quarta-feira suas previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e da inflação para 2008, inferiores às de 2007, com 10,8% e 4,5%, respectivamente. Segundo o centro governamental, isto acontecerá graças às medidas aplicadas por Pequim para esfriar sua economia, que em seus cálculos cresceu 11,4% em 2007. A inflação foi um dos problemas econômicos que mais preocuparam o Governo chinês em 2007, já que está previsto que ficará em 4,7%, muito acima dos 3% previstos para o ano. O Centro prevê ainda que o superávit comercial chinês cairá este ano, devido às medidas protecionistas dos países ocidentais e a uma valorização mais rápida do iuane. O superávit comercial aumentará 22,5% em 2008, para US$ 328,4 bilhões, contra os 51% que devem ser registrados em 2007. Além disso, o consumo de energia por unidade de Produto Interno Bruto (PIB) cairá 4,4% em 2008.

Tudo o que sabemos sobre:
Chinacrisealimentos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.