China impõe lei marcial em cidade tomada pela violência

A polícia declarou lei marcial numa cidade da região central da China depois que uma onda de violência entre a centenas de membros da etnia Han, majoritária, e muçulmanos Hui causou pelo menos sete mortes e deixou 42 feridos, informa o governo. Dezoito pessoas foram presas ao final dos combates que tiveram início na quarta-feira passada e só terminaram no domingo, na cidade de Zhengzhou. Hoje, milhares de policiais encontram-se em Langchenggang e ladeiam as estradas que levam à cidade. Carros eram parados e revistados. Jornalistas estrangeiros que tentaram visitar a área foram detidos. Carros de som percorrem a cidade, emitindo apelos por calma. Moradores de Langchenggang não confirmam a notícia de 148 mortos, publicada pelo New York Times.A versão oficial diz que o motim começou com uma briga de trânsito entre famílias de vilas diferentes. "Depois, moradores das vilas pegaram em armas", segundo a agência de notícias estatal Xinhua. O porta-voz do governo local diz que a briga de trânsito foi causada por uma colisão entre dois veículos de fazenda, um dirigido por um Hui e outro, por um Han, mas nega o acra´ter étnico da disputa.O Times diz que o conflito começou quando um taxista atropelou e matou uma menina Han; já um morador local que se identificou apenas como Liu, disse que o início foi o espancamento de um rapaz Han que bloqueava uma rua por três homens Hui.

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