KCNA/Handout via Reuters
KCNA/Handout via Reuters

China impõe limite ao fornecimento de petróleo à Coreia do Norte

Uso do mineral no programa nuclear está proibido; quantidade ainda será fornecida para abastecimento da população norte-coreana

Associated Press e EFE, O Estado de S.Paulo

23 Setembro 2017 | 02h22
Atualizado 23 Setembro 2017 | 05h53

PEQUIM - O governo da China anunciou que vai limitar os fornecimentos de petróleo para a Coreia do Norte, sob as sanções da Organização das Nações Unidas (ONU), aumentando a pressão sobre Pyongyang.

O Ministério do Comércio disse nesta sexta-feira, 22, que a China - maior parceiro comercial dos norte-coreanos - limitará o fornecimento de produtos de petróleo refinado a partir do dia 1º de outubro. Os chineses também proibirão as importações de tecidos norte-coreanos, uma das maiores fontes de receita externa da Coreia do Norte.

Embora esteja autorizado o fornecimento de petróleo refinado e seus derivados até o final do mês de setembro, a exportação de gás natural e petróleo condensado já ficam proibidas imediatamente. Com a ação, a China pretende barrar o uso de petróleo no abastecimento e avanço do projeto nuclear do regime de Kim Jon Un. 

O comunicado do ministério não chega a precisar quanto vale a exportação do petróleo refinado para a Coreia do Norte. Não foi informado quanto Pequim lucra e quanto deixará de receber a partir da instalação da medida,  justificada pela resolução nº 2375 do Conselho de Seguraça da ONU, que trata da gestão específica para determinados produtos comercializados com a Coreia do Norte.

A China é aliada de longa data da Coreia do Norte, mas tem expressado frustração com o regime de Kim Jong Un e se mostra disposta a aceitar as propostas de sanções definidas pela ONU. 

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