China inicia luto por mais de 34 mil mortos em terremoto

Cerca de 71 mil estão mortos, soterrados ou desaparecidos; 200 trabalhadores de resgate são soterrados

Agências internacionais,

19 de maio de 2008 | 06h53

A China começou nesta segunda-feira, 19, três dias de luto pelas vítimas do devastador terremoto que atingiu Sichuan, na China, há uma semana. Bandeiras estão a meio mastro e sirenes lembraram os milhares de mortos enquanto a busca por sobreviventes se torna cada vez mais um resgate de corpos. Mais de 71 mil pessoas estão mortas, soterradas por desaparecidas e outras 245 mil foram feridas. A última vez em que a China teve três dias de luto nacional foi na morte de Mao Tsé-tung, o principal líder do país, em 1976.   Veja também: Brasil doa US$ 200 mil em produtos Tocha e bolsas param em luto China calcula US$ 9,5 bi de perdas Ouça o relato da jornalista Cláudia Trevisan  Mapa da destruição na China  Entenda como acontecem os terremotos  Especial: antes de depois da tragédia Vídeo com imagens do terremoto  Vídeo com imagens do resgate    O número oficial de mortos já supera os 34.073, segundo os últimos dados fornecidos pela agência oficial chinesa, Xinhua. Mas ainda há milhares de corpos nas construções destruídas pelo terremoto da semana passada, que atingiu uma área três vezes maior que a Bélgica e afetou diretamente 10 milhões de pessoas. Na avaliação do governo, o total de mortos chegará a 50 mil.   Nesta segunda-feira, milhões de chineses observaram três minutos de silêncio seguido por um buzinaço em homenagem às vitimas do terremoto. A homenagem ocorreu no exato momento que marcava uma semana da tragédia, às 14h28 do horário local (3h28 no horário de Brasília). Nesse período, será interrompido o percurso da Tocha Olímpica pelas cidades do país.   A agência de notícias estatal chinesa informou que mais de 200 pessoas, que trabalhavam nos resgate das vítimas do terremoto na região central da China, foram soterradas por nos últimos três dias na Província de Sichuan. Segundo a Xinhua, os acidentes aconteceram durante o reparo de rodovias, mas não há informações sobre mortos e feridos. Além disso, o escritório aberto pelo governo para colher informações sobre o terremoto informou que o número de feridos em Sichuan e nas outras seis províncias atingidas sobe para 245.108, praticamente 25.000 a mais em relação ao último número anunciado.   Duas mulheres foram resgatadas com vida depois de terem permanecido por quase uma semana soterradas. Elas foram encontradas nos escombros do edifício de uma mina de carvão, na Província de Sichuan. Segundo as equipes de resgate, pelo menos três outras pessoas soterradas na mesma área ainda estariam vivas, de acordo com informações de equipamentos que detectam a presença de sinais vitais embaixo dos destroços.   A magnitude do terremoto foi revisada para cima e agora especialistas afirmam que o tremor atingiu 8 graus na escala Richter, e não 7,9, como inicialmente estimado. Ainda nesta segunda-feira um novo tremor secundário abalou a região próxima ao epicentro. Às 14h06 do horário local (3h06 de Brasília) um terremoto de 5,4 graus na escala Richter chacoalhou o distrito de Qingchuan. Na véspera, no domingo, um forte tremor de 5,7 graus ocorreu pela manhã na cidade de Jiangyou, deixando três mortos e mais de mil feridos.   Além dos tremores secundários, a população de certas áreas atingidas pelo terremoto teve de enfrentar chuvas e ameaças de inundação. No sábado, 30 mil pessoas foram obrigadas a abandonar às pressas dez vilas rurais próximas do epicentro do terremoto para fugir do risco de inundação do local. Deslizamentos de terra provocados pelo abalo interromperam o curso de um rio no distrito de Qingchuan, criando duas represas que começaram a transbordar.   (Com Cláudia Trevisan, de O Estado de S. Paulo, BBC Brasil e Efe)   Matéria atualizada às 7h40.

Tudo o que sabemos sobre:
Chinaterremoto

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.