China insiste em pedido de desculpas dos EUA

A China reduziu hoje as esperanças de uma breve libertação dos 24 tripulantes de um avião espião americano, retidos há uma semana em uma base aérea na ilha chinesa de Hainan, ao insistir que uma desculpa oficial de Washington é "a chave" para o fim da atual crise diplomática. O esboço de uma carta, que conteria uma manifestação de "pesar" dos EUA pela colisão de domingo passado entre um caça chinês F-8 e um avião espião americano EP-3 sobre o Mar do Sul da China e incluiria uma versão acertada em conjunto sobre o acidente, estava sendo analisada pelo presidente dos EUA, George W. Bush, e o presidente chinês, Jiang Zemin. Contudo, o vice-primeiro-ministro chinês, Qian Qichen, enviou hoje uma carta ao secretário de Estado, Colin Powell, considerando essa medida insuficiente. "A atitude dos EUA até o momento é inaceitável para o lado chinês. O povo chinês está extremamente insatisfeito com isso", dizia a carta do vice-primeiro-ministro. Qian pediu que Powell adote uma atitude "positiva e prática" e se desculpe, o que permitirá "que as duas partes possam discutir as questões relacionadas com o avião EP-3". A carta de Qian, um político moderado com boas relações com os EUA, reitera a exigência de que Washington "assuma a completa responsabilidade" pelo acidente e ofereça ao governo e ao povo chineses "uma explicação detalhada" sobre a colisão. Os EUA negaram-se a fazer novos comentários sobre o assunto.

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