China invadiu computadores do Pentágono, diz jornal

Segundo Financial Times, EUA tiveram que desligar parte do sistema após ataque em junho deste ano

BBC Brasil, BBC

04 de setembro de 2007 | 06h19

Militares chineses conseguiram entrar ilegalmente numa rede de computadores do Pentágono em junho, no maior ataque cibernético até hoje contra o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, segundo afirma reportagem publicada nesta terça-feira, 4, pelo jornal britânico Financial Times.   Segundo a reportagem, "o Pentágono reconheceu ter desligado parte de um sistema de computadores que serve o gabinete do secretário da Defesa, Robert Gates, mas se negou a dizer quem acreditava estar por trás do ataque". "Ex e atuais funcionários do Pentágono disseram ao Financial Times que uma investigação interna revelou que a incursão veio do Exército de Libertação Popular (o Exército chinês)", diz o jornal. "Uma alta autoridade americana disse que o Pentágono havia detectado a exata origem do ataque. Outra pessoa com familiaridade com o caso disse que havia um ''nível de confiança muito alto... apontando em direção a uma confiança total'' de que o Exército de Libertação Popular é o responsável", relata a reportagem. Segundo o Financial Times, "o Ministério da Defesa em Pequim não quis comentar o assunto ontem". O jornal diz ainda que a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, citou relatos de infiltrações chinesas em computadores do governo alemão em um encontro com Wen Jiabao, o premiê chinês, em uma visita a Pequim. Após o encontro, o Ministério das Relações Exteriores da China teria dito que o governo "se opõe e proíbe quaisquer atos criminais atentando contra sistemas de computadores, incluindo ações de hacking". A reportagem afirma que o Exército chinês "sonda regularmente as redes militares dos Estados Unidos, assim como se acredita que o Pentágono rastreie as redes chinesas, mas as autoridades americanas dizem que a invasão em junho levou as preocupações a um novo nível, por causa dos temores de que a China tenha mostrado que pode interromper os sistemas em períodos críticos". Segundo o Financial Times, o Pentágono ainda está avaliando as informações que foram acessadas pelos responsáveis pelo ataque, mas acredita que a maioria dos dados não eram secretos.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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