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China investiga chefe da estatal de segurança do trabalho após explosões no porto de Tianjin

Yang Dongliang, que comanda a Administração Estatal de Segurança do Trabalho pode ter cometido "sérias violações de diciplina", disse organismo que investiga casos de corrupção no país

O Estado de S. Paulo

18 de agosto de 2015 | 09h33

PEQUIM - O governo da China anunciou nesta terça-feira, 18, que iniciou uma investigação contra o chefe de seu órgão regulador de segurança no trabalho, Yang Dongliang, por "sérias violações de disciplina", enquanto investiga quem seriam os responsáveis pelas explosões ocorridas na semana passada no terminal portuário em Tianjin, que deixaram mais de 100 mortos e 700 feridos.

O anúncio foi feito pela Comissão Central de Inspeção e Disciplina (CCDI), o organismo do governo chinês encarregado de investigar a corrupção, em comunicado divulgado pela agência oficial "Xinhua", sem, no entanto, vincular Yang com a tragédia no porto de Tianjin.

Yang, diretor da Administração Estatal de Segurança do Trabalho desde 2012, tinha sido previamente prefeito de Tianjin (2002-2012), cidade na qual começou sua carreira em julho de 1994 como subdiretor de uma companhia de produtos químicos.

Entre 2007 e 2012, ano no qual a empresa Ruihai International Logistics instalou o terminal de contêineres onde ocorreram as duas grandes explosões, Yang foi também o secretário do Partido Comunista da China (PC) na cidade - o cargo oficial de maior importância.

O porto de Tianjin cresceu nos últimos anos até se transformar no mais poderoso do norte da China e no décimo em volume de contêineres transportado do mundo.

O Conselho de Estado (Executivo chinês) anunciou nesta terça-feira que criou uma equipe encarregada de investigar as causas das explosões, que deixaram até o momento 114 mortos e 59 desaparecidos. O governo disse ainda que "castigará severamente os responsáveis".

Vários funcionários de Binhai, o distrito portuário de Tianjin onde se encontra o terminal, estão sendo investigados por suspeitas de aceitar subornos. Além disso, o presidente e o vice-presidente da Ruihai International Logistics foram detidos, entre outros executivos da companhia. / EFE e REUTERS

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