China investiga novo caso suspeito de Sars em Guangdong

Depois de confirmar o primeiro caso da síndrome respiratória aguda grave (Sars) na China em seis meses, as autoridades de saúde do país monitoram mais uma pessoa suspeita de também ter sido infectada pelo vírus. Trata-se de uma funcionária de um restaurante da província chinesa de Guangdong, mesma região onde teria surgido a doença em 2003. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que já recebeu informações sobre o caso, mas explica que os testes ainda estão sendo feitos para determinar se a paciente está de fato contaminada pela Sars. "Ainda não temos uma confirmação e precisamos esperar pelos resultados do laboratório", afirmou Ian Simpson, porta-voz da OMS em Genebra. Segundo ele, as pessoas que trabalhavam com a chinesa no restaurante estão sendo colocadas em quarentena. Informações provenientes da região apontam que um dos pratos servidos pelo restaurante era a carne de civeta, uma espécie de gato-selvagem que poderia estar na origem da transmissão da Sars. O governo da China já começou a sacrificar esses animais, mas a única pessoa contaminada de fato pela Sars no país afirmou ontem à um jornal local que jamais comeu carne de civeta em sua vida. A OMS já havia criticado a medida e a informação de que o paciente não teve contato com o animal gerou ainda mais dúvidas sobre a iniciativa das autoridades chinesas de matar 10 mil civetas até o próximo sábado. O paciente contaminado pelo vírus deve ser liberado do hospital ainda hoje (quinta-feira) e apenas uma das mais de 80 pessoas que tiveram contato com o chinês foi mantida em isolamento. Nas Filipinas, onde existia outro caso suspeito de Sars, testes de laboratório apontaram que a pessoa sofre de pneumonia, e não do vírus misterioso e que matou quase 800 pessoas em 2003.

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