China lança com sucesso veículo espacial 'Palácio Celestial'

A China lançou com sucesso um veículo experimental, abrindo o caminho para sua primeira estação espacial na quinta-feira em meio a uma onda de orgulho nacional.

PEDJA KUJUNDZIC E JIMMY GUAN, REUTERS

29 Setembro 2011 | 12h24

O Tiangong 1, ou "Palácio Celestial", partiu de um lugar remoto no deserto de Gobi às 21h16 (horário local), acrescentando um brilho high-tech às comemorações do Dia Nacional da China, em 1o de outubro.

O primeiro-ministro Wen Jiabao assistiu enquanto o pequeno e não tripulado "laboratório espacial" e o foguete Longa Marcha que o levou para o espaço de uma base de lançamento em Jiuquan, na província de Gansu, no noroeste, partiram sob um céu limpo, em imagens mostradas ao vivo na televisão estatal.

É a mais recente demonstração da capacidade cada vez maior da China no espaço, e acontece quando restrições orçamentárias e mudanças de prioridade contiveram os lançamentos espaciais tripulados dos Estados Unidos.

O lançamento, logo antes do feriado nacional chinês, foi acompanhado por demonstrações de orgulhoso apoio para as façanhas tecnológicas do país.

"Sinto enorme orgulho em ser chinês hoje. Esse é outro grande passo para frente para a China no espaço", escreveu Shi Zhongshan no popular microblogging Sina Weibo.

Os engenheiros acompanharam nervosamente os preparativos do lançamento, depois que outro foguete Longa Marcha não funcionou e não conseguiu enviar para a órbita um satélite experimental no mês passado.

Pequim ainda está longe de alcançar as superpotências espaciais. Mas o lançamento do Tiangong é uma tentativa nos planos de Pequim de acabar estabelecendo sua própria estação espacial.

A Rússia, os Estados Unidos e outros países operam em conjunto a Estação Espacial Internacional, que não conta com a participação chinesa.

Mas os Estados Unidos não vão testar um novo foguete para levar pessoas ao espaço até 2017, e a Rússia disse que missões tripuladas não eram mais uma prioridade para seu programa espacial.

A China também está disputando com os vizinhos Japão e Índia uma presença maior no espaço, mas seus planos encontraram desconfiança internacional. Pequim diz que seu objetivo é pacífico, e natural o envolvimento militar, dada a enormidade da empreitada.

(Reportagem adicional de Sabrina Mao)

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