China lança porta-aviões em meio a disputa por ilhas

Embarcação deverá servir principalmente para treinamento, mas fortalece posição de Pequim na região

CLÁUDIA TREVISAN , CORRESPONDENTE / PEQUIM , O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2012 | 03h08

A Marina chinesa inaugurou ontem seu primeiro porta-aviões, em uma demonstração de força naval no momento em que se acentua a disputa com o Japão em torno do controle das Ilhas Diaoyu/Senkaku, reivindicadas pelos dois países. O arquipélago também é disputado por Taiwan, que ontem enviou à região 12 navios costeiros e dezenas de barcos pesqueiros.

As embarcações taiwanesas entraram por um breve período em águas que o Japão considera suas e foram recebidas com disparos de canhões d'água da Guarda Costeira japonesa. Taiwan é o país mais próximo do conjunto de ilhas, mas seu próprio território é considerado por Pequim como parte da China, o que complica ainda mais a disputa.

Região. O confronto com o Japão está longe de ser o único a opor o governo de Pequim a seus vizinhos. Nos últimos meses, a China adotou uma posição agressiva na reivindicação de territórios que também são disputados por outros países, como Filipinas e Vietnã.

O porta-aviões Liaoning não é suficiente para desafiar a superioridade naval do Japão e dos EUA, mas fortalece a posição da China em relação aos vizinhos do sudeste asiático, avaliam especialistas em defesa. A embarcação foi construída sobre o casco do inacabado porta-aviões soviético Varyag, comprado da Ucrânia no fim dos anos 90.

A embarcação tem uma série de limitações. Ela será usada principalmente para treinamento de pilotos e marinheiros e na preparação do lançamento de uma versão do porta-aviões chinês a ser totalmente construída por Pequim, o que poderá ocorrer em 2015.

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