China lança reformas para melhorar eficiência, combater corrupção

A China revelou um plano de reestruturação de governo neste domingo, reduzindo em duas o número de entidades de nível de gabinete e dissolvendo o poderoso Ministério das Ferrovias, conforme os novos líderes do país buscam reformas para melhorar a eficiência e combater a corrupção.

Reuters

10 de março de 2013 | 09h38

As reformas marcam a maior redução de ministérios desde 1998, quando o então premiê Zhu Rongji supervisionou a revisão do Conselho de Estado, e coincide com crescente preocupação pública sobre a transparência e sobreposição de burocracias.

O governo vai incluir a Comissão de Planejamento Familiar, a agência que controla o programa de um filho por casal, no Ministério da Saúde, e fortalecer os poderes de reguladores de alimentos e medicamentos, informou Pequim em um comunicado enviado durante reunião anual do parlamento.

"Atualmente, numerosos problemas operacionais, organizacionais e de divisão de trabalho existem nos ministérios do Conselho de Estado", afirmou o secretário-geral do Conselho, Ma Kai, em discurso sobre o plano ao Congresso Nacional do Povo.

Ma acrescentou que atos de "prevaricação, favorecimento e corrupção" sob a estrutura não vinham sendo efetivamente reprimidos.

O futuro presidente da China, Xi Jinping, e o futuro premiê, Li Keqiang, assumem seus cargos depois da conclusão da reunião do parlamento na próxima semana.

O Ministério das Ferrovias e a Comissão de Planejamento Familiar eram particularmente impopulares e a reestruturação das duas entidades já era esperada.

O ministério enfrentou uma série de problemas nos últimos anos, incluindo pesado endividamento gerado pelo financiamento de linhas de alta velocidade, desperdício e fraudes.

O planejamento das ferrovias do país agora será coordenado por um Ministério dos Transportes ampliado. O governo tem prometido abrir a indústria ferroviária a investimento privado em escala sem precedentes.

Autoridades de planejamento familiar, enquanto isso, vinham forçando mulheres a fazer abortos para cumprirem as metas de um filho. Casos polêmicos causaram protestos nacionais, como o que envolveu uma mulher na província de Shaanxi que foi forçada a abortar sua gravidez de 7 meses no ano passado.

Alguns analistas afirmam que a fusão da agência familiar com o Ministério da Saúde será um golpe contra a base política necessária para manter a política de um filho por casal, a qual muitos demógrafos afirmam que deveriam ser relaxada.

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