China: leis mais rígidas contra seita proibida

Enquanto o Congresso da China e seu mais importante órgão consultivo se preparam para examinar, no início de suas sessões anuais no próximo mês, leis mais duras contra a seita proibida Falun Gong, um grupo de direitos humanos de Hong Kong anunciou ontem que discutirá os direitos dos membros da seita comuma comissão de direitos humanos das Nações Unidas que visitará Hong Kong esta semana.Entre os outros temas que o Congresso Nacional do Povo - de 158 membros, e cujo líder, Li Peng, é a segunda mais poderosa figura política do país - examinará assim que forem abertas as sessões parlamentares em 5 de março, estão as leis sobre o casamento e as que punem a corrupção, disse a agência Xinhua. Já o conselho consultivo do Congresso iniciará seus trabalhos dois dias antes, em 3 de março. O Partido Comunista da China está tentando levantar a opinião pública contra a Falun Gong depois que membros da seita proibida tentaram suicídio em Pequim. A oposição tem sido mobilizada através de abaixo-assinados, manifestações de rua e críticas diárias, em tom ácido, pelos meios de comunicação, totalmente controlados pelo Estado chinês. Em Hong Kong, porém, Law Yu-kai, diretor do grupo Monitor de Direitos Humanos, anunciou que discutirá sobre os direitos da Falun Gong e sua proibição na China durante a visita que uma comissão das Nações Unidas fará à região que voltou a ser controlada por Pequim em 1997. São dois os funcionários da ONU que visitarão Hong Kong: Bhagwati e Christine Chanet.

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