Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Carlos Garcia Rawlins/Reuters

China lembra Guerra da Coreia e faz alerta aos EUA

Cerimônia em Pequim marca 70º aniversário do conflito em um momento de tensão com Washington, que anunciou a venda a Taiwan de 135 mísseis de defesa capazes de alcançar a China

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2020 | 21h34

PEQUIM - O presidente chinês, Xi Jinping, recordou nesta sexta-feira, 23, em uma cerimônia solene o 70.º aniversário da Guerra da Coreia (1950-53), em um momento de crescente tensão com os Estados Unidos, que na quinta-feira anunciaram a venda a Taiwan de 135 mísseis de defesa capazes de alcançar a China

Segundo balanço chinês, quase 200 mil soldados enviados por Pequim para lutar ao lado da Coreia do Norte morreram no conflito contra a coalizão internacional, liderada pelos EUA, aliada da Coreia do Sul.

“Após um combate feroz, as tropas chinesas e coreanas venceram adversários armados até os dentes e acabaram com o mito da invencibilidade do Exército americano”, afirmou o presidente chinês, sob os aplausos de milhares de militares e ex-combatentes de uniforme.

Xi aproveitou a oportunidade para fazer uma advertência a qualquer invasor potencial durante o evento no Palácio do Povo em Pequim.

“Nunca permaneceremos de braços cruzados quando nossa soberania estiver ameaçada e não permitiremos nunca a nenhum Exército que invada, ou divida, nosso país”, advertiu, em referência à ilha de Taiwan, reivindicada há sete décadas pelo regime comunista e que tem a promessa de proteção dos EUA. 

Pequim nunca renunciou à possibilidade de retomar a ilha pela força, caso esta proclame formalmente a independência. 

No evento desta sexta-feira, Xi também repetiu seu apelo para que se acelere a modernização da Defesa e das Forças Armadas do país. “Sem um Exército forte, não pode haver uma pátria-mãe forte”, argumentou./ AFP e Reuters 

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