China liberta manifestantes tibetanos

A ação acontece antes de passagem da tocha olímpica por Lhasa

EFE

21 de junho de 2008 | 01h23

As autoridades chinesas anunciaram a libertação de 1.157 manifestantes tibetanos que participaram dos protestos de março no país, pouco antes do início da passagem da tocha olímpica pelo Tibete, informou neste sábado a agência oficial de notícias "Xinhua". Pouco após o anúncio da libertação, a professora tibetana Dawa Yangzom, de 32 anos, iniciou a passagem da tocha por Lhasa, após um minuto de silêncio em memória às vítimas do terremoto de 12 de maio em Sichuan. O início da passagem da tocha por Lhasa ocorre em meio a um clima de tensão por causa do intenso desdobramento de forças de segurança para sufocar qualquer espreita de revolta. O tribunal divulgou a notícia da libertação ao final da noite de sexta-feira, véspera da segunda passagem da tocha olímpica pelo Tibete. Em 8 de maio, a chama olímpica chegou ao monte Everest pela primeira vez na história, o que disparou protestos de grupos tibetanos pró-independentistas no exílio. No total, 42 pessoas receberam sentenças desde março por participação em atos revoltosos, tais como incêndios, roubos e assaltos a órgãos do Estado, enquanto outros 116 manifestantes ainda aguardam julgamento. A libertação ocorre dois dias depois de a Anistia Internacional pedir informações sobre os protestantes, detidos após a repressão militar chinesa às manifestações que, segundo o Governo tibetano no exílio, causou 140 mortes. Organizações como a Human Rights in China e a Students for a Free Tibet condenaram o desdobramento de forças de segurança no Tibete por ocasião de passagem da tocha olímpica.

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