China manda advogado pró-direitos humanos de volta à prisão

A China voltou a prender o advogado de direitos humanos Gao Zhisheng, informou a agência de notícias estatal Xinhua nesta sexta-feira, pondo fim a sua liberdade condicional. Esse foi o primeiro informe oficial sobre seu paradeiro no último ano.

CHRIS BUCKLEY E SUI-LEE WEE, REUTERS

16 de dezembro de 2011 | 11h49

Gao, no entanto, parece nunca ter se livrado do confinamento dissimulado.

Diligente defensor dos direitos humanos, que assumiu muitas das causas contrárias ao poder do Partido Comunista, Gao foi sentenciado a 3 anos de prisão em 2006 por "incitar a subversão contra o poder de estado", uma acusação geralmente usada para punir os críticos do governo de partido único.

Gao obteve liberdade provisória por 5 anos, o que oficialmente o tinha livrado de ir para a prisão, mas sua família estava sob vigilância constante, e ele tinha sido detido várias vezes durante esse período.

Ele foi levado da casa de um parente na província de Shaanxi, no norte da China, em fevereiro de 2009 - segundo sua família, por agentes de segurança -, e estava desaparecido desde o início do ano passado, quando ressurgiu brevemente. Em abril de 2010 ele fez contato esporádico com amigos e jornalistas estrangeiros.

A Xinhua, em uma reportagem curta, transmitida apenas no serviço em inglês, disse que um tribunal de Pequim "retirou a liberdade condicional" de Gao e o enviou de volta para a prisão.

"Ele violou gravemente as regras da liberdade condicional várias vezes, o que levou à decisão do tribunal de retirar a liberdade condicional", disse a Xinhua citando um comunicado do tribunal. Não entrou em detalhes sobre as supostas violações de Gao.

"Ele cumprirá sua sentença na prisão", disse, referindo-se à pena de 3 anos.

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