China mantém abusos apesar do fim dos campos de trabalho, diz Anistia

A China está cada vez mais usando prisões extrajudiciais e centros de reabilitação para dependentes químicos como punição no lugar dos agora extintos campos de trabalhos forçados, disse a Anistia Internacional nesta terça-feira.

Reuters

17 de dezembro de 2013 | 09h46

No mês passado, a China prometeu eliminar centenas de campos de trabalho, como parte de um importante pacote de reformas socioeconômicas. A agência estatal de notícias Xinhua informou que há 350 campos desse tipo no país, com cerca de 160 mil detentos.

Segundo a Anistia, entidade de defesa dos direitos humanos com sede em Londres, muitos detentos das prisões extrajudiciais e dos centros de reabilitação estão sendo punidos por causa das crenças políticas ou religiosas.

"Está claro que as políticas subjacentes de punir pessoas por suas atividades políticas ou crenças religiosas não mudou", disse Corinna-Barbara Francis, pesquisadora da anistia para a China. "Os abusos e as torturas estão continuando, só que de forma diferente."

A chancelaria chinesa disse nesta terça-feira que a Anistia tem preconceito com a China. "Esse grupo sempre teve preconceitos ideológicos contra a China, e continua a fazer críticas não razoáveis e a iniciar rumores para difamar a China", disse Hua Chunying, porta-voz da chancelaria.

(Reportagem de Megha Rajagopalan, reportagem adicional de Ben Blanchard)

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