China mantém condenação contra líderes de protesto

Uma corte chinesa manteve as condenações contra dois líderes dos maiores protestos sindicais realizados no país nos últimos 50 anos, informou uma fonte ligada ao tribunal. A Suprema Corte Popular da cidade de Liaoyang rejeitou as apelações de Yao Fuxin, sentenciado no mês passado a sete anos de prisão, e Xiao Yunliang, condenado a quatro anos, disse a fonte, que se identificou somente como senhorita Pan.De acordo com a imprensa estatal, os homens foram condenados por subversão, ao tentarem criar em Liaoyang um diretório do Partido Democrata da China, uma agremiação clandestina que tenta desafiar o controle do Partido Comunista sobre a política do país. Familiares dos réus negam que os sindicalistas tenham tentado abrir um diretório, e disseram que eles apenas mantinham contato com membros do grupo.As acusações contra os condenados não mencionam a participação deles nos protestos de 2002. Entretanto, seus familiares garantem que eles foram presos por causa das manifestação. Os homens foram capturados ano passado, depois de liderarem protestos de dezenas de milhares de funcionários demitidos de companhias estatais falidas. O governo chinês proíbe a organização de movimentos de trabalhadores fora dos sindicatos controlados pelo Estado.

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