China mantém discurso conciliador após ameaça norte-coreana

Pequim pede calma e moderação após novas ameaças de retomar programa nuclear e rechaça sanções ao país

Efe,

14 de abril de 2009 | 08h07

O governo chinês manteve seu discurso de "calma e moderação" depois das novas ameaças feitas pela Coreia do Norte, que advertiu que retomará seu programa nuclear e abandonará as negociações sobre o tema.

 

Veja também:

Coreia do Norte retoma plano de armas atômicas

 

Pyongyang considerou que o diálogo para o seu desmantelamento nuclear, do qual participam, além das duas Coreias, China, Japão, Estados Unidos e Rússia, "já não será necessário". A porta-voz chinesa não quis, porém, criticar a decisão e se limitou a elogiar os "chamativos resultados" da negociação. "As conversas a seis lados tiveram um papel importante no processo de desmantelamento nuclear da península da Coreia, ajudando a aumentar a confiança mútua de vários países e sendo um mecanismo de segurança na região", afirmou.

 

"A China deseja que todas as partes vejam a situação global a longo prazo, permaneçam com calma e mostrem moderação, para preservar de forma conjunta a paz e a estabilidade da região", explicou a porta-voz da Chancelaria, Jiang Yu.

 

Pequim ainda se mostrou contrária à aplicação de novas sanções à Coreia do Norte por parte das Nações Unidas. O Conselho de Segurança da ONU preparou na segunda-feira um documento que condena o lançamento do foguete e exige a todos os membros da organização que "cumpram totalmente com suas obrigações dentro da Resolução 1.718", que desde 2006 impede Pyongyang de fazer qualquer tipo de teste com mísseis balísticos.

 

Condenação japonesa

 

O governo do Japão celebrou hoje a condenação unânime do Conselho de Segurança das Nações Unidas à Coreia do Norte pelo recente lançamento de um foguete de longo alcance e qualificou a declaração como "forte e clara". Segundo disse um porta-voz da chancelaria japonesa, o Japão "aprecia muito" a decisão tomada nesta segunda-feira pela ONU, que além de condenar o lançamento do dia 5 último considera o ato uma violação da Resolução 1.718.

 

O texto, adotado em 2006 após o teste nuclear realizado pela Coreia do Norte, exige a Pyongyang que abandone as provas com armas nucleares e com mísseis balísticos, assim como o desenvolvimento desse tipo armamento. Já o ministro porta-voz do Governo japonês, Takeo Kawamura, qualificou, também hoje, a declaração da ONU como uma "conquista significativa" e disse que seu conteúdo "foi extraordinariamente forte", como noticia a agência local Kyodo.

 

A Rússia afirmou nesta terça-feira que poderia "apenas lamentar" a decisão da Coreia do Norte de se retirar das conversações sobre desarmamento com as seis nações e instou o Estado comunista a não fechar as negociações, disse o ministério de Relações Exteriores russo.

Tudo o que sabemos sobre:
Coreia do NorteChina

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.