China muda gabinete e aprova lei antimonopólio

O governo chinês reformulou ontem boa parte de seu gabinete ao substituir cinco ministros, entre eles o titular do Ministério das Finanças, Jin Renqing, que foi obrigado a deixar o cargo na terça-feira por causa de um escândalo sexual. Jin, que renunciou alegando motivos pessoais, será substituído pelo diretor da Administração Estatal de Impostos, Xie Xuren, confirmou o Comitê Permanente da Assembléia Nacional Popular (Legislativo).Paralelamente à reforma, foi aprovada ontem pela Assembléia a primeira lei antimonopólio do país, depois de 13 anos de discussões. A lei dificultará o processo de compra de empresas chinesas por estrangeiras. Quando empresas do exterior queiram fundir-se ou adquirir companhias chinesas, serão realizados controles antimonopólio e investigações para verificar se não há risco à segurança nacional.Quanto às mudanças ministeriais, a mais polêmica foi a de Jin. Jornais chineses divulgaram que ele manteve um relacionamento com a amante de Du Shicheng, ex-secretário do PC em Qingdao - que já havia sido demitido pelo mesmo motivo.A Assembléia divulgou novos nomes para os Ministérios do Pessoal e da Segurança Estatal, assim como para duas comissões: a de Ciência, Tecnologia e Indústria para a Defesa Nacional e a de Inspeção de Disciplina do Partido Comunista.As mudanças foram feitas no momento em que o presidente chinês, Hu Jintao, tenta consolidar seu poder. Ele vem colocando aliados em cargos importantes antes do Congresso do PC, em 15 de outubro, que determinará as políticas do governo para os próximos cinco anos.Uma ação anticorrupção colocada em prática por Hu já derrubou vários altos funcionários. Analistas dizem que Hu está aproveitando para tirar de cena funcionários leais a seu antecessor, Jiang Zemin, ou contrários às opiniões do governo atual.

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