China não consegue conter cheia de lago formado por tremor

Nível das águas ultrapassa 2 metros do canal de escoamento; enxurrada ameaça destruir até 1 milhão de casas

BBC Brasil,

09 de junho de 2008 | 09h50

Autoridades chinesas lutam contra o tempo para conter o nível da água de um lago formado com o terremoto do dia 12 de maio, informou a agência de notícias estatal Xinhua. O nível da água da represa, localizada nos pés da montanha de Tangjiashan, na província de Sichuan, está dois metros acima do nível do canal de escoamento construído para esvaziá-la.  Veja também:Assista ao vídeo  Forte tremor atinge lago prestes a transbordarMapa da destruição na China Entenda como acontecem os terremotos  Especial: antes de depois da tragédia  Segundo o governo, o transbordamento do lago poderá causar enchentes e enxurradas com força para destruir até um milhão de casas.  Deslizamentos de terra provocados pelo tremor de 8 graus na escala Richter bloquearam o curso de um rio provocando a formação do lago. Para evitar uma catástrofe, as autoridades removeram 250 mil pessoas ameaçadas pelo rompimento das barreiras do lago.  Soldados chineses estão utilizando mísseis de curto alcance para destruir pedras e deslocar a lama que impede o escoamento da água para o canal. Segundo a mídia estatal, o canal de escoamento está mais largo e profundo, mas ainda há "um longo caminho a percorrer".  Em entrevista ao jornal estatal China Daily, o diretor do Departamento Hidro-Metereológico de Sichuan, Zhang Ting, disse que a drenagem do lago e seu escoamento natural são de 25 metros cúbicos por segundo, enquanto que o aumento do nível da água do lago é 4,6 vezes maior.  Ele alertou, no entanto, que "aumentar muito a saída de água é perigoso para a segurança da represa". "Se a água escoar muito lentamente, continuará pressionando as barreiras. Mas, ao mesmo tempo, se sair em grande volume, pode provocar a erosão do canal e romper a barreira".  De acordo com números oficiais do governo, 69.136 pessoas morreram no terremoto que devastou a província de Sichuan no mês passado. Outras 17.686 ainda estariam desaparecidas. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC. 

Mais conteúdo sobre:
Chinaterremoto

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.