AFP PHOTO / KCNA via KNS
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China não quer discursos e ações que aumentem a tensão com a Coreia do Norte

Chancelaria do país diz que também se 'opõe claramente' ao teste de míssil intercontinental realizado por Pyongyang, mas pede que os outros países 'mantenham a prudência' para não piorar a situação na região

O Estado de S.Paulo

06 Julho 2017 | 11h09

PEQUIM - A China pediu nesta quinta-feira, 6, que os países evitem "discursos e ações" que possam aumentar a tensão na península coreana, um dia depois de Estados Unidos e França pedirem novas sanções contra Pyongyang.

"Pedimos a todas as partes que mantenham a prudência, evitando discursos e ações que possam piorar a tensão", afirmou o porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores, Geng Shuang.

Ele também recordou que Pequim "se opõe claramente" ao teste de um míssil intercontinental por parte de Pyongyang realizado na terça-feira e "exige de modo veemente que a Coreia do Norte respeite as resoluções da ONU".

"A manutenção da paz e a estabilidade na península são úteis para os interesses comuns de todas as partes", insistiu.

Nikki Haley, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, anunciou na quarta-feira no Conselho de Segurança que seu país vai propor novas sanções contra Pyongyang para responder à "escalada militar".

China e a Rússia discordaram da proposta dos Estados Unidos e pediram ao governo americano para trabalhar em uma solução negociada para a atual crise.

Os dois países formaram no Conselho de Segurança da ONU uma frente comum contra a proposta dos EUA, que anunciou que apresentará um projeto de resolução para endurecer as sanções à Coreia do Norte como resposta ao teste de um míssil balístico intercontinental realizado pelo regime de Kim Jong-un.

"Todos devemos saber que as sanções não vão resolver a questão", disse o embaixador-adjunto da Rússia na ONU, Vladimir Safronkov, durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança. / AFP e EFE

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