China não quer que Obama se encontre com o dalai lama

A China afirmou hoje que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, não deveria se encontrar com o dalai lama, o líder espiritual tibetano no exílio. O dalai visita os EUA em outubro. Ainda que o evento não esteja confirmado, todos os presidentes norte-americanos desde George H. W. Bush se encontraram com o dalai lama, sempre gerando críticas de Pequim. Para o governo chinês, o prêmio Nobel da Paz tem como meta separar o Tibete da China. "Nós nos opomos firmemente ao envolvimento do dalai em atividades separatistas em qualquer país, sob qualquer capacidade e sob qualquer nome", disse uma porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, comentando um possível encontro.

AE-AP, Agencia Estado

23 de abril de 2009 | 11h57

A funcionária disse que a China pediu a Washington que "honre seus compromissos" e "não permita que o dalai se envolva em atividades separatistas nos Estados Unidos". A porta-voz não disse o que ocorreria, caso o encontro aconteça. A China cancelou um importante encontro com a União Europeia, no ano passado, após o presidente francês, Nicolas Sarkozy, reunir-se com o dalai. Uma visita à Casa Branca do líder tibetano exilado seria uma mensagem poderosa para os tibetanos e para outros que lutam pelos direitos humanos no mundo. Mas ocorreria em um momento em que os EUA buscam a cooperação chinesa para várias crises, entre elas a econômica, e divergências nucleares com Irã e Coreia do Norte.

O dalai lama afirma que não busca a independência do Tibete, mas sim "autonomia real" para a região. A administração Obama já recebeu críticas por sua ênfase na economia e na cooperação diplomática e pela relutância no confronto com os chineses em temas como direitos humanos e comércio. Em fevereiro, a administração Obama deu um passo muito bem visto pela China, quando a secretária de Estado Hillary Clinton disse, durante uma viagem a Pequim, que as diferenças sobre direitos humanos não interfeririam na cooperação com o país.

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