China nega envolvimento em ataques cibernéticos

O ministério de Defesa da China negou nesta quarta-feira qualquer envolvimento com ataques cibernéticos, alegando que o relatório da empresa de segurança virtual Mandiant que acusou o Exército do país de ter participado nas ofensivas não possui "base em fatos".

AE, Agência Estado

20 de fevereiro de 2013 | 10h13

"O Exército da Chia nunca apoiou qualquer atividade de hackers", afirmou o ministério em um comunicado em seu site.

Em um relatório 74 páginas divulgado na segunda-feira em seu site, a Mandiant disse que um grupo ligado ao Exército de Libertação do Povo da China tem roubado dados de 141 empresas desde 2006. De acordo com a empresa, 115 ataques foram feitos contra companhias dos EUA

O ministério de Defesa da China disse que o relatório da Mandiant se baseou no protocolo da internet, ou endereços de IP, para identificar a origem dos ataques, e disse que é de conhecimento comum que os hackers podem usar endereços falsos de IP para encobrir a origem dos ataques.

"Além disso, não há uma definição internacional clara de ataques de rede, e este relatório baseia-se na recolha de algumas ações do dia-a-dia na internet e subjetivamente infere que houve espionagem online, o que carece de uma base legal", disse o comunicado.

A declaração também repetiu os argumentos usados na terça-feira do ministério das Relações Exteriores, dizendo que ataques de hackers são "transnacional e anônimos" e, portanto, difícil de serem rastreados. O ministério também chamou as acusações de "irresponsáveis ... e que não contribuem para resolver o problema". As informações são da Dow Jones.

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