China nega pedido de visita da ONU ao Tibet em abril

A China recusou um pedido de visita deLouise Arbour, a Alta Comissária da ONU para os DireitosHumanos. Ela queria visitar o Tibet neste mês para avaliar aquestão dos protestos anti-China nos quais pelo menos 19pessoas morreram, disse seu porta-voz nesta quinta-feira. "As autoridades chinesas responderam... e disseram que nãoseria conveniente neste momento", disse o porta-voz RupertColville à Reuters. "Entretanto, eles disseram que ela seria bem-vinda maistarde, em uma data que fosse conveniente para ambos", disseele. Arbour fez o pedido há duas semanas, diante dainstabilidade na região e dos relatos de assassinatos e prisõesem massa. Os protestos de tibetanos e a repressão chinesa no Tibetinfluenciaram manifestações durante o revezamento da tochaolímpica em Paris, Londres e São Francisco. A Olimpíada dePequim começa no dia 8 de agosto. Arbour, ex-promotora de crimes de guerra da ONU e juíza daSuprema Corte canadense, planejava ir ao Tibet no meio deabril, para avaliar a situação depois da série de protestos demonges budistas e das revoltas em Lhasa no dia 14 de maio,disse o porta-voz. A China diz que 19 pessoas morreram nos protestos, masassistentes do Dalai Lama, o líder espiritual exilado do Tibet,dizem que foram 140 mortos no Tibet e nas províncias vizinhascom grande número de tibetanos. Separadamente, seis investigadores de direitos humanos daONU pediram que a China seja moderada e permita que jornalistase especialistas independentes tenham acesso ao Tibet e regiõesvizinhas atingidas pela violência. Mais de 570 monges, incluindo algumas crianças, forampresos em março, quando as forças de segurança chinesas fizeramataques repentinos a monastérios nos municípios de Ngaba eDzoge, no Tibet, disseram eles em um comunicado conjunto naquinta-feira. Os investigadores da ONU têm mandato global para averiguardenúncias de tortura, matanças, detenções arbitrárias equestões de minorias, assim como restrições à liberdade deopinião, expressão e religião.

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