China nega que governos pediram investigação de espionagem

Governo chama de infundadas acusações de que Pequim participou de ataque hacker à redes de informática

Efe,

06 de setembro de 2007 | 08h58

A China afirmou nesta quinta-feira, 6, que não recebeu nenhum pedido da Alemanha, dos Estados Unidos nem do Reino Unido para investigar a suposta espionagem das redes de informática de seus governos por "hackers" chineses. Segundo informações não confirmadas publicadas pela imprensa britânica e alemã, piratas chineses, alguns deles membros do Exército de Libertação Popular (ELP), conseguiram invadir as redes de computadores dos governos dos três países. A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Jiang Yu, voltou a chamar de "infundadas" e "irresponsáveis" as acusações de suposta participação das forças armadas da China nos ataques virtuais. "Pelo que sei, a Polícia chinesa não recebeu nenhuma solicitação dos três países para abrir uma investigação conjunta". "Acreditar que as forças armadas chinesas executaram esse tipo de ataque contra redes de Governos estrangeiros é infundado e irresponsável", afirmou. O último incidente foi revelado na quarta-feira. O jornal britânico The Guardian publicou que piratas chineses, entre eles membros do Exército, atacaram os sistemas de alguns departamentos governamentais. A denúncia do Guardian veio dois dias depois de outro jornal britânico, o Financial Times, revelar que piratas de informática do ELP entraram na rede de um escritório serviço do secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates. As acusações de espionagem começaram no fim de agosto, quando a revista alemã Der Spiegel afirmou que "hackers" chineses invadiram os computadores do governo da Alemanha. Eles teriam utilizado "trojans" (programas que copiam dados pessoais e senhas). "O governo chinês se opõe e proíbe qualquer tipo de 'cibercrime'. Temos leis e regulamentos explícitos, e desejamos reforçar a cooperação internacional no setor", afirmou Jiang.   O Pentágono alertou no início deste ano que o exército chinês está usando o hacking como arma de ataque. Um documento da Defesa dos EUA citou exercícios militares de Pequim envolvendo "ataques preliminares contra redes de computadores inimigas".

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