China nega ter invadido rede de computadores do Pentágono

País considera 'infundadas' as acusações de que teria 'hackeado' Departamento de Defesa dos EUA

Associated Press,

04 de setembro de 2007 | 08h59

As acusações de que militares chineses conseguiram invadir os computadores do Pentágono são "infundadas", segundo informou nesta terça-feira, 4, o governo chinês. Na última segunda, o jornal Financial Times publicou uma reportagem sobre o que seria o maior ataque cibernético contra o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.  Veja também: China invade computadores do Pentágono O jornal afirmou que o Exército de Libertação Popular invadiu uma rede do escritório do secretário de Defesa Robert Gates, citando autoridades não identificadas. Segundo o FT, o ataque teria obrigado o desligamento forçado da rede por mais de uma semana. "Algumas pessoas dão declarações infundadas contra a China" afirmando que seus militares teriam atacado o pentágono, afirmou nesta terça-feira uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Jiang Yu, por meio de declaração oficial. "A China se opõe e proíbe quaisquer atos criminais atentando contra sistemas de computadores, incluindo ações de hacking", disse. "Nosso país está pronto para reforçar a cooperação com outros países, incluindo os EUA, na contenção de crimes virtuais." A reportagem do FT afirma que o Exército chinês "sonda regularmente as redes militares dos Estados Unidos, assim como se acredita que o Pentágono rastreie as redes chinesas, mas as autoridades americanas dizem que a invasão em junho levou as preocupações a um novo nível, por causa dos temores de que a China tenha mostrado que pode interromper os sistemas em períodos críticos". Segundo o jornal, o Pentágono ainda está avaliando as informações que foram acessadas pelos responsáveis pelo ataque, mas acredita que a maioria dos dados não eram secretos. Esta é a segunda vez que a China é acusada, em menos de duas semanas, de invadir uma rede de computadores de um governo estrangeiro. A chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, citou relatos de infiltrações chinesas em computadores do governo alemão em um encontro com Wen Jiabao, o premiê chinês, em uma visita a Pequim.  O semanário Der Spiegel relatou que computadores de Merkel e de outros três ministros teriam sido infectados por programas espiões conhecidos como trojans. A Inteligência alemã acredita que o ataque tenha sido realizado também por membros do Exército de Libertação Popular. Na ocasião, Jiabao definiu as invasões como "assunto de grande preocupação" e defendeu que a China seria mais "forte e efetiva" na prevenção deste tipo de crime. O Pentágono alertou no início deste ano que o exército chinês está usando o hacking como arma de ataque. Um documento da Defesa dos EUA citou exercícios militares de Pequim envolvendo "ataques preliminares contra redes de computadores inimigas".

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