China nega ter vendido armas ao Sudão e à Birmânia

O Ministério de Assuntos Exteriores chinês rejeitou hoje o relatório da Anistia Internacional (AI) que acusa Pequim de ter exportado armas de forma "irresponsável" a países como Sudão, Birmânia, África do Sul e Nepal, contribuindo para "graves violações dos direitos humanos" nessas nações.O funcionário do Ministério de Assuntos Exteriores chinês Li Hui negou as acusações feitas pela AI e assegurou que Pequim "cumpre as convenções e obrigações internacionais" em relação à venda de armamento."A China e outros países da Organização para a Cooperação de Xangai cumprem com rigor suas obrigações a esse respeito", destacou Li em entrevista coletiva, na qual informou sobre a próxima cúpula de chefes de Estado dessa organização, no dia 15 de junho em Pequim.Li assegurou que o cumprimento das obrigações internacionais "não é incoerente com as atividades da China" e dos outros países da organização (Rússia, Cazaquistão, Quirguistão, Tadjiquistão e Uzbequistão) no âmbito da venda de armas.O relatório da AI, divulgado neste domingo, acusa a China de contribuir para sustentar "conflitos brutais"com sua venda de armas. A China é um dos países que realiza um tráfico de armamento "maior, de forma mais secreta e mais irresponsável", afirmou o relatório da AI.

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