China nega uso da força em repressão a protestos no Tibete

Governo diz que não usou nenhuma arma de fogo em repressão ao protesto em Lhasa que deixou 16 mortos

Cláudia Trevisan, correspondente de O Estado de S. Paulo,

17 de março de 2008 | 17h49

O governo da China afirmou nesta segunda-feira, 17, que nenhuma arma de fogo foi utilizada na repressão ao protesto realizado sexta-feira, 14, em Lhasa, capital do Tibete, que deixou 16 mortos, segundo as autoridades de Pequim, e pelo menos 80, de acordo com ativistas tibetanos exilados na Índia.    Veja também: Conselho da ONU deve manter silêncio sobre crise no Tibete China confirma 16 mortes em protestos no Tibete Entenda os protestos no Tibete China bloqueia acesso a YouTube e Guardian China procura agitadores 'casa por casa' Dalai Lama denuncia 'genocídio cultural'    Apesar de negar o uso da força e de sustentar que a situação em Lhasa está sob controle, a China se recusa a permitir a entrada de jornalistas e observadores estrangeiros na região, sob o argumento de que não pode garantir a sua segurança.   À meia-noite de domingo, 16, venceu o ultimato que as autoridades deram para os rebeldes se entregarem ou enfrentarem "severa punição". Em entrevista coletiva convocada às pressas para as 21h de ontem, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Liu Jianchao, não informou o que poderia ocorrer depois da meia-noite. Disse apenas que os acusados serão tratados "de acordo com a lei". O porta-voz também não informou o número de pessoas que haviam sido presas ou se entregado até segunda-feira.   Veja esta reportagem na íntegra na edição de terça-feira, 18, de O Estado de S. Paulo.

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