EFE/EPA/ROMAN PILIPEY
EFE/EPA/ROMAN PILIPEY

China ocultou extensão do surto de coronavírus, diz a inteligência dos EUA

Informações públicas da China sobre casos e mortes decorrentes da covid-19 teriam sido disponibilizadas intencionalmente incompletas

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2020 | 12h56

Autoridades de inteligência dos Estados Unidos afirmaram à agência Bloomberg que a China ocultou a extensão do surto de coronavírus, subnotificando o total de casos e as mortes causadas pela doença. A conclusão é de um relatório enviado em segredo à Casa Branca. 

Os funcionários pediram para não serem identificados porque o relatório é confidencial. Eles também não detalharam o o conteúdo, mas afirmaram que as informações públicas da China sobre casos e mortes decorrentes da covid-19 sejam intencionalmente incompletas. Duas autoridades disseram ainda que o relatório conclui que os números da China são falsos. 

O surto da covid-19 começou em Wuhan, na província chinesa de Hubei, no final de 2019. Desde entao, o país relatou cerca de 82 mil casos e 3.300 mortes. Os EUA, o país mais atingido, declararam 189 mil casos e mais de 4 mil mortes.

A Bloomberg relata que havia ceticismo nos números chineses e que o governo daquele país revisou sua metodologia de contagem de casos. Durante semanas, os chineses excluíram as pessoas sem sintomas e somente na terça-feira, 31, adicionou mais de 1.500 casos assintomáticos ao total. 

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, tem pedido que o país e outras nações sejam transparentes. Ele já acusou a China de encobrir a extensão do problema e de ser lenta em compartilhar informações.

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