China oferece recompensas para identificar manifestantes violentos

Segundo jornal independente, polícia oferece entre US$ 750 e US$ 1,5 mil a delatores de distúrbios no Cantão

Efe

20 de junho de 2011 | 14h24

PEQUIM - A Polícia chinesa recompensará quem ajudar a identificar os operários emigrantes que entre os dias 10 e 12 de junho protagonizaram distúrbios em Xintang (província de Cantão) em protesto pela detenção de uma vendedora ambulante, segundo informou nesta segunda-feira o independente South China Morning Post.

 

O jornal citou um aviso publicado no Zengcheng Daily, no qual as autoridades ofereceram entre 5 mil e 10 mil iuanes (entre US$ 750 e US$ 1,5 mil, aproximadamente) além de títulos como o de "cidadão honrado" a quem ajudar a reconhecer os participantes da revolta, que atingiu a cidade durante três dias.

 

O anúncio prometeu também dinheiro extra e outros benefícios como permissões de residência gratuitas em Zengcheng (cidade satélite de Cantão) para os "informantes sobressalentes".

 

Além das recompensas para os colaboradores, a Polícia disse que dará um tratamento privilegiado com castigos menos severos a quem se entregar de forma voluntária.

 

As manifestações começaram em 10 de junho, depois que guardas de segurança detiveram e algemarama uma grávida de 20 anos vinda de Sichuan, Wang Lianmei, por exercer a venda ambulante na frente de um supermercado.

 

A detenção de Wang acarretou uma revolta que terminou com veículos da Polícia tombados, edifícios oficiais incendiados e 25 pessoas detidas.

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