EFE/EPA/ROMAN PILIPEY
EFE/EPA/ROMAN PILIPEY

China passa a instalar câmeras na frente da casa das pessoas para conter vírus

País que foi o epicentro da pandemia adotou medidas drásticas para combater o coronavírus

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2020 | 17h00

O governo da China está instalando câmeras de vigilância em frente o portão da casa de pessoas que estão em quarentena, informou nesta quarta-feira, 29, a rede americana de televisão CNN. A medida teria como objetivo forçar o cumprimento das restrições de circulação  impostas em diferentes partes do país para frear o avanço do novo coronavírus, cujo epicentro foi na região de Wuhan. 

A CNN relata o caso de um irlandês expatriado que abriu a porta de sua casa em Pequim e viu uma câmera sendo instalada sem nenhum aviso. "É uma erosão incrível da privacidade", disse Ian Lahiffe. "Parece uma coleta de dados enorme e não sei quanto disso é verdadeiramente legal". 

Apesar de não ter havido anúncio oficial de que o governo colocaria câmeras na frente da casa de pessoas que estão em quarentena, está acontecendo desde fevereiro em diversas regiões da China. As câmeras de vigilância já são parte da vida pública na China - nas ruas, restaurantes, escolas e até pontos de ônibus. 

"Mas agora a pandemia trouxe as câmeras para a vida privada das pessoas: de espaços públicos na cidade para a frente das portas de suas casas - e em casos raros, câmeras dentro dos apartamentos". A Comissão Nacional de Saúde não comentou e nem o Ministério da Segurança Pública. 

Com a desaceleração da pandemia, a situação está melhorando progressivamente na China. A vida econômica e social estão gradualmente retornando ao seu ritmo normal, de acordo com a agência oficial da Xinhua. 

Nesta quarta, o governo da cidade de Pequim anunciou que a quarentena obrigatória de 14 dias a que estavam sujeitas todas as pessoas que chegavam à capital chinesa foi cancelada. No entanto, viajantes de Hubei, epicentro da pandemia, e estrangeiros ainda são forçados a ficar isolados por duas semanas. 

O novo coronavírus surgiu no final do ano passado em Wuhan, uma cidade no centro do país, e infectou cerca de 83 mil pessoas, das quais 4.633 morreram. Posteriormente, se espalhou para o mundo inteiro.

Depois de ter demorado a reagir e reprimir aqueles que deram o alarme de que o vírus estava se espalhando, o governo chinês tomou medidas radicais com o estabelecimento de uma quarentena na província de Hubei, cuja capital é Wuhan, e o fechamento econômico de grande parte do país de 1,3 bilhão de habitantes. / Com informações da AFP 

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