China pede a EUA e Coréia do Norte mais flexibilidade

O ministro chinês das Relações Exteriores, Li Zhaoxing, afirmou nesta quarta-feira que o governo de seu país é favorável a qualquer abordagem da crise nuclear envolvendo a Coréia do Norte que leve as partes à mesa de negociações, inclusive a possibilidade de envolvimento de diversos países asiáticos nas discussões. "Não importa se há três, quatro, cinco ou seis partes envolvidas nas negociações. O importante é conversar", destacou Li às margens de uma conferência de chanceleres euroasiáticos em Bali, Indonésia. "Não há razão para que a Coréia do Norte desenvolva armas nucleares", acredita o ministro chinês. Os comentários de Li foram feitos num momento em que representantes de China, Coréia do Sul e Japão reuniam-se a porta fechadas em busca de uma solução para o impasse com relação às armas nucleares na Península Coreana. "Queremos uma posição equilibrada que se mostre benéfica a todos, inclusive à Coréia do Norte", disse um diplomata asiático envolvido nas negociações. "Mas isso fica complicado quando os antagonistas não querem falar nem ouvir", prosseguiu ele sob condição de anonimato. Pequim, Seul e Tóquio são diretamente afetados pelas ambições nucleares de Pyongyang. O impasse nuclear começou em outubro, quando funcionários americanos acusaram a Coréia do Norte de ter admitido a manutenção de um programa nuclear secreto, em violação a um acordo assinado em 1994 com Washington. A Coréia do Norte exige negociações bilaterais com os EUA, mas o governo americano insiste em que a questão é regional e quer a inclusão de China, Coréia do Sul e Japão nas conversações. A China propôs inicialmente mediar as negociações entre Estados Unidos e Coréia do Norte. Com o passar do tempo, o governo chinês passou a afirmar que qualquer conversação que leve as partes a um acordo é aceitável.

Agencia Estado,

23 Julho 2003 | 14h38

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