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China pede à população que estoque comida em meio a novo surto de covid

Comunicado do Ministério do Comércio chinês pediu que cidadãos estocassem alimentos e que autoridades locais facilitassem a produção de alimentos - mas não justificou a razão da medida

Redação, O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2021 | 13h23
Atualizado 03 de novembro de 2021 | 13h31

Em meio a um novo surto de covid-19, enfrentado pelas autoridades com extremo rigor, o governo da China pediu que seus cidadãos estoquem produtos de primeira necessidade em suas casas e que as autoridades locais fiquem atentas para garantir o abastecimento de alimentos em suas regiões.

Pequim convocou os chineses a "armazenar uma certa quantidade de produtos de necessidades básicas para atender às necessidades diárias e emergências" em um comunicado do Ministério do Comércio, publicado na noite de segunda-feira, 1º. O texto não explica, porém, o motivo da indicação e nem se o país corre risco de passar por um período de escassez alimentar.

O mesmo comunicado pede que autoridades chinesas locais facilitem a produção agrícola e deem atenção às cadeias de abastecimento, por meio do monitoramento de estoques de carne e vegetais, mantendo os preços estáveis - os vegetais subiram de preço recentemente, após enchentes do começo do verão do Hemisfério Norte atrapalharem a produção.

De acordo com a agência de notícias alemã Deutsche Welle,  o anúncio provocou temor nas redes sociais chinesas de que a medida poderia ter sido desencadeada pelas tensões elevadas com Taiwan. Em postagens, usuários relataram que muitas pessoas correram para estocar arroz, óleo de cozinha e sal, enquanto a imprensa local chegou a publicar listas de bens recomendados para estocar em casa, incluindo biscoitos, macarrão instantâneo, vitaminas e lanternas. A resposta do governo veio na terça-feira, 2, por meio de uma publicação no jornal Economic Daily, ligado ao Partido Comunista Chinês, que afirmou que o objetivo da diretiva era garantir que os cidadãos não fossem pegos de surpresa se houvesse um lockdown em sua região.

No auge da epidemia da covid-19 no país, no início de 2020, as cadeias de abastecimento chinesas foram interrompidas pela aplicação de quarentenas e pelo bloqueio de muitas estradas.

Apesar do número de casos no país ser muito baixo em comparação com o resto do mundo, o governo chinês tem adotado uma abordagem de tolerância zero com o vírus. O novo surto, combatido pelo governo atualmente, foi motivado pelo aparecimento de 92 casos de covid-19 no país (que tem cerca de 1,4 bilhão de habitantes).

Um exemplo do rigor das autoridades chinesas pode ser demonstrado pelo fechamento do parque de diversões Shanghai Disneyland após a detecção de um caso de covid-19. De acordo com a imprensa estatal, a mulher visitou o parque e testou positivo para a doença após voltar para casa, em uma província vizinha. Cerca de 34 mil pessoas foram testadas antes de deixar o parque, de acordo com a prefeitura de Xangai, após a confirmação do caso positivo./ Com informações da AFP

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