China pede ajuda dos EUA para impedir votação em Taiwan

Governo americano é contra referendo para a entrada da ilha nas Nações Unidas

CHRIS BUCKLEY, REUTERS

17 de janeiro de 2008 | 08h02

Os Estados Unidos afirmaram nesta quinta-feira, 17, que se opõem aos planos de Taiwan de realizar um referendo sobre a adesão à Organização das Nações Unidas (ONU), enquanto a China pressiona Washington para ajudar contra uma votação que classifica como provocação perigosa. Em declarações dada antes de conversas de alto escalão com a China, o subsecretário de Estado dos EUA, John Negroponte, criticou a votação planejada para março, quando o presidente taiuanês, Chen Shui-bian, pró-independência, busca aprovação para tentar a adesão na ONU sob o nome de "Taiwan". A China vê Taiwan como uma província que é parte do país e deve ser reunificada. "Do ponto de vista dos Estados Unidos, a condução de tal referendo é um erro", disse Negroponte a repórteres, repetindo comentários feitos em dezembro pela secretária de Estado Condoleezza Rice. Negroponte irá se reunir por dois dias com o vice-chanceler chinês, Dai Bingguo, para falar sobre Taiwan e outros pontos diplomáticos delicados, incluindo Coréia do Norte e Irã. A China indicou que Taiwan continua a ser sua principal preocupação e quer que os EUA auxiliem em seus esforços para barrar os planos de Chen para o referendo e eleições presidenciais na ilha. O país alega soberania sobre Taiwan desde o final da guerra civil chinesa, em 1949. A China promete retomar o controle da ilha, à força se necessário.

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