China pede ao Irã uma ´resposta positiva´ à crise nuclear

A China pediu nesta quinta-feira, 1, que o Irã dê uma "resposta positiva" à preocupação da comunidade internacional sobrea resolução da crise envolvendo o programa nuclear iraniano.O ministro das Relações Exteriores chinês, Li Zhaoxing, transmitiu essa mensagem ao vice-ministro de Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, em reunião não anunciada entre os dois mantida em Pequim, informou a agência estatal Xinhua."A China mantém sua posição coerente de buscar uma soluçãopacífica para o assunto nuclear iraniano, por meio de negociaçõesdiplomáticas", disse o chefe da diplomacia chinesa.Neste sentido, ressaltou que a comunidade internacional deveriacontinuar seus "esforços diplomáticos" para conseguir o mais rápido possível a retomada das negociações.Araghchi, que já foi o enviado iraniano à China em outras situações de tensão devido ao programa nuclear de Teerã, se reuniu também com Cui Tiankai, assistente do ministro de Exteriores chinês.Solução justaSegundo a Xinhua, o vice-ministro iraniano disse que seu paísestá preparado para alcançar "uma solução justa e razoável" aoassunto nuclear por meio das negociações.A questão iraniana foi também abordada nesta quinta pelo porta-voz do Ministério de Exteriores chinês, Qin Gang, que incentivou acomunidade internacional a "manter a calma" e a fazer esforços,dentro e fora do Conselho de Segurança da ONU, para conseguir a retomada das conversas."A China está preparada para trabalhar com outros paísesenvolvidos para assumir seu papel em busca de uma solução apropriada e pacífica ao assunto", acrescentou.O Irã ignorou os prazos estipulados pelo Conselho de Segurança na resolução 1.737, que determina a interrupção do programa nuclear iraniano, e insiste em seu direito de ter acesso à energia nuclear com fins pacíficos.Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, Rússia, EUA, Reino Unido e França) mais a Alemanha decidiram esta semana elaborar uma nova resolução para obrigar Teerã a interromper seu programa nuclear, mas reiteraram a intenção de buscar uma "solução negociada".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.