China pede ao Sudão que busque acordo em Darfur

Governo chinês é criticado por não utilizar seus negócios no Sudão para pressioná-lo a pôr fim ao massacre

REUTERS

07 de março de 2008 | 10h18

A China pressionou o Sudão a se empenhar para conter o conflito em Darfur e acelerar a chegada de mais forças de paz, segundo o enviado de Pequim para tratar da questão, que defendeu seu país como ponte diplomática para ajudar a dar fim ao derramamento de sangue. A China tem enfrentado diversas críticas do Ocidente por não ter utilizado seu petróleo, armas e negócios no Sudão para pressioná-lo a pôr fim ao massacre na vasta e árida área de Darfur. Mas, de volta de reuniões em Cartum e outras capitais, Liu Guijin, o enviado de Pequim, disse na sexta que seu país "trabalha duro" no Sudão e outros países para terminar os combates, e acrescentou que a China poderia servir como um intermediário, para ajudar no processo de paz. Deixando de lado a forma vaga como a China costuma falar de Darfur, Liu disse que a violência de lá é um "desastre humanitário que expulsou milhões de pessoas de suas casas e, em particular, tirou a vida de dezenas de milhares". Liu contou, em entrevista a jornalistas, que grupos rebeldes intransigentes também têm culpa, mas atribuiu ao governo do Sudão a responsabilidade de pôr um fim à matança. Ele ainda fez um apelo a Cartum para ceder nas disputas que impedem a preparação de equipes da União Africana de pacificadores da Organização das Nações Unidas (ONU). "Eu comuniquei a grave preocupação da China em relação à deterioração das condições no oeste de Darfur", disse Liu, ao comentar seus recentes encontros com o presidente Omar Hassan al-Bashir e outros oficiais sudaneses de peso.

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