China pede apoio externo para conter "Al Qaeda chinesa"

O Governo chinês pediu o apoio da comunidade internacional para evitar "que uma segunda Al Qaeda nasça na China", diante de algumas críticas surgidas pela operação antiterrorista na qual a polícia matou 18 pessoas em Xinjiang, no noroeste do país. "A comunidade internacional sabe que a firme atitude da China contra o terrorismo interessa a nós e a outros países. Não deve haver duas medidas, pois nenhum país no mundo quer ver uma segunda Al Qaeda na China", disse nesta quinta-feira o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores Liu Jianchao.Em entrevista coletiva, Liu reiterou que os 18 supostos terroristas mortos na operação, assim como os 17 detidos, pertencem ao Movimento Islâmico do Turquistão Oriental (Etim), considerado uma organização terrorista pela ONU em 2002.O grupo, formado por independentistas uigures, pede o fim da ocupação militar chinesa de Xinjiang, que eles denominam Turquistão Oriental. A região é habitada por várias etnias muçulmanas e próximas aos povos turcos de Ásia Central.Na segunda-feira, a China anunciou a operação antiterrorista - na qual também morreu um policial - por meio de uma nota do Escritório de Segurança Pública de Xinjiang.É a primeira vez em mais de meia década que a China informa sobre operações antiterroristas. As autoridades asseguram que a base terrorista de Xinjiang desmantelada era responsável por vários atentados, embora nos últimos anos não se tenha informado sobre atos violentos envolvendo o Etim.Uma das principais líderes do movimento independentista uigur, Rebiya Kadeer (exilada em Washington), pediu a Pequim que autorize que inspetores da ONU avaliem a operação policial.Poucas horas antes do incidente, a imprensa oficial chinesa dedicou um duro artigo contra Kadeer, criticando que algumas organizações tenham apoiado sua indicação para o prêmio Nobel da Paz.

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