China pede cessar-fogo no Sudão do Sul enquanto diálogo de paz não avança

A China, maior investidor no setor petrolífero do Sudão do Sul, pediu nesta segunda-feira um cessar-fogo imediato no país, o mais novo Estado do mundo, enquanto negociadores do governo e dos insurgentes discutiam sobre o alcance das conversações de paz destinadas a pôr fim a três semanas de combates.

AARON MAASHO E KHALED ABDELAZIZ, Reuters

06 de janeiro de 2014 | 18h02

O ministro de Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que o governo chinês está profundamente preocupado com a instabilidade no Sudão do Sul, que causou a morte de mais de mil pessoas e forçou o governo a reduzir a produção de petróleo em cerca de 20 por cento.

O Sudão, que também tem interesse econômico na produção de petróleo de seu vizinho do sul, afirmou que o governo sul-sudanês discutiu o envio de uma força conjunta para fazer a segurança de seus poços petrolíferos durante uma visita do presidente sudanês, Omar al-Bashir.

"A posição da China com relação à atual situação no Sudão do Sul é muito clara", disse Wang a repórteres em Adis-Abeba, capital da Etiópia, onde estão sendo realizadas as conversações de paz. "Em primeiro lugar, nós pedimos uma imediata cessação das hostilidades e da violência."

Três semanas de combates, iniciados na capital e geralmente com base em etnias, contrapõem as forças do governo do presidente Salva Kiir a rebeldes leais ao ex-vice-presidente Riek Machar.

As conversações começaram formalmente no sábado na Etiópia, mas os delegados de ambos os lados ainda não se reuniram para negociações diretas.

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