China pede mais tempo para a diplomacia na crise iraniana

O governo chinês pediu nesta quinta-feira que a via diplomática seja mantida aberta no caso do programa nuclear iraniano, antes da aplicação de sanções contra o Irã. Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e a Alemanha não chegaram a um acordo sobre o tema na terça-feira. "Devemos dar mais tempo e mais espaço à diplomacia", disse nesta quinta-feira o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Qin Gang. Ele comentou assim a intenção dos Estados Unidos de que o Conselho de Segurança adote uma resolução contra o Irã. O conflito "deve ser resolvido de forma pacífica, através do diálogo e das conversas", acrescentou o porta-voz, mantendo a posição que o país adota desde o início da crise. Os representantes diplomáticos dos EUA, França, Reino Unido, Rússia, China (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança) e Alemanha discutiram na terça-feira, em Paris, um projeto de resolução de sanções contra o Irã. Mesmo sem acordo, disseram que houve "progressos substanciais" e um acordo sobre "a necessidade de uma resolução eficaz". Segundo diversas fontes, a Rússia resistiu à adoção de sanções contra os iranianos. Nesta quinta-feira, o presidente francês, Jacques Chirac, ressaltou "a importância da unidade" dos cinco membros permanentes do Conselho para obrigar o Irã a cumprir seus compromissos internacionais. Segundo Washington, a recusa de Teerã a interromper seu programa de enriquecimento de urânio deve ter "um custo político e econômico".

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