China pede paciência com prazo dado à Coréia do Norte

A China pediu aos Estados Unidos um pouco mais de paciência com a Coréia do Norte, já que os norte-coreanos não cumpriram, pelo menos no prazo, um acordo para fechar um reator nuclear. Num acerto multilateral, definido em 13 de fevereiro, Pyongyang concordou em fechar em 60 dias a usina de Yongbyon, mas o prazo acabou sem que o compromisso fosse respeitado, por causa de milhões de dólares congelados em contas norte-coreanas em um banco de Macau. Os Estados Unidos dizem que os fundos já foram desbloqueados e que o tema já não é mais um problema. "Chegamos ao fim do nosso prazo limite, e, não precisa ser dito, é uma preocupação que o nosso acordo ainda não tenha sido cumprido", afirmou o enviado especial de Washington, Christopher Hill. "Os chineses querem que nós tenhamos paciência por mais alguns dias. Há uma avaliação que as linhas de comunicação estão abertas e os norte-coreanos compreendem que essas contas já estão acessíveis", completou. Hill afirmou esperar a retomada das negociações entre seis países sobre o programa nuclear da Coréia do Norte no fim deste mês. "Odeio prever o dia que isso será resolvido, só digo que deveria ser resolvido agora", declarou. Segundo ele, está havendo um grande esforço diplomático para terminar com a crise. "Gostaríamos de ver um grau similar de esforço da Coréia do Norte, um esforço que francamente não temos visto." Na sexta-feira, 13, os norte-coreanos afirmaram que logo checariam se já podem acessar os cerca de US$ 25 milhões que têm no Banco Delta Asia, em Macau. Os fundos foram bloqueados depois de Washington acusar o banco de envolvimento em lavagem de dinheiro. A Coréia do Norte, que realizou o seu primeiro teste nuclear em outubro, declarou que continuava comprometida com o acordo de 13 de fevereiro, acertado durante reunião entres os seis países que participam das negociações, as duas Coréias, os Estados Unidos, o Japão, a Rússia e a China. O acordo exige o fechamento da usina de Yongbyon neste fim de semana como o primeiro passo para suspender o programa nuclear norte-coreano. O Departamento de Estado americano, que segundo Hill divulgaria um comunicado neste sábado, parecia já preparado para o fato de a Coréia do Norte não respeitar a data acordada em fevereiro, e reivindicou que o país adote outras medidas negociadas, como, por exemplo, permitir a volta dos inspetores nucleares internacionais.

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