China pede ´paciência´ para resolver crise nuclear iraniana

A China reiterou que prefere as negociações às sanções para resolver a crise nuclear iraniana, e pediu aos países envolvidos "paciência" na hora de adotar medidas. Em entrevista publicada nesta terça-feira na página de internet do ministério, o titular de Assuntos Exteriores chinês, Li Zhaoxing, considerou que a oferta russa feita ao Irã para que enriqueça urânio em seu território é uma boa "tentativa para agilizar o processo". Neste sentido, disse estar confiante em um bom resultado nas negociações entre Irã e Rússia, que "devem ter progressos em breve". "As negociações são mais efetivas que as sanções. Ainda há espaço para a mediação diplomática, por isso todas as partes envolvidas deveriam redobrar seus esforços", disse o ministro. Na entrevista, concedida à imprensa russa por ocasião da visita oficial à China iniciada hoje pelo presidente Vladimir Putin, Li pediu aos países envolvidos que "evitem qualquer medida que complique ainda mais a situação". "A China está mantendo um contato estreito com as partes implicadas e desempenhando um papel construtivo para resolver a questão nuclear por vias diplomáticas", ressaltou. Li pediu ainda que o Irã coopere mais com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e adote medidas para reforçar a "confiança mútua", necessária para uma breve resolução da crise. Os comentários do dirigente chinês foram feitos pouco antes da reunião de alto nível que deve ser realizada hoje pelos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU para discutir a minuta da declaração presidencial apresentada pelo Reino Unido e a França e apoiada pelos Estados Unidos, mas rejeitada pela Rússia e a própria China.

Agencia Estado,

21 Março 2006 | 02h54

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