China pede que EUA deixem mentalidade militar da 'Guerra Fria'

A China criticou na quinta-feira um relatório do Pentágono sobre o crescente poderio militar chinês, afirmando que o texto revela uma mentalidade "da Guerra Fria" e ameaça as relações bilaterais.

REUTERS

26 de março de 2009 | 09h44

O relatório anual, divulgado na quarta-feira, acusa Pequim de falta de transparência. O porta-voz da chancelaria chinesa, Qin Gang, afirmou a jornalistas que o Pentágono distorceu a verdade e interferiu em seus assuntos

"Sugerimos aos Estados Unidos que respeitem os fatos fundamentais, abandonem o pensamento e os preconceitos da Guerra Fria, parem de divulgar tais relatórios militares sobre a China e parem as acusações infundadas contra a China, a fim de evitar mais danos à relação entre os dois países e os dois Exércitos", afirmou Qin.

O relatório, o primeiro desse tipo no governo de Barack Obama, surge semanas depois de barcos chineses abordarem agressivamente uma embarcação militar norte-americana de pesquisas no mar do Sul da China, um incidente que elevou o grau de tensão resultante das atividades militares chinesas próximas ao seu litoral.

No relatório, o Pentágono disse que a China está avançando na restrição do acesso de estranhos a suas áreas extraterritoriais e melhorando sua capacidade bélica em termos nucleares, espaciais e informáticos. Mas alerta que a falta de transparência de Pequim a respeito da sua crescente capacidade militar cria incertezas e riscos.

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