AFP PHOTO / POOL / Mark Schiefelbein
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China pede que EUA e Coreia do Norte 'apertem o freio nas alfinetadas mútuas'

Governo chinês se aproxima da Rússia na tentativa de interromper planos militares de ataques entre Pyongyang e Washington

Associated Press, O Estado de S.Paulo

16 Agosto 2017 | 04h37

PEQUIM - Em mais um sinal do distanciamento da Coreia do Norte, o governo da China pediu nesta quarta-feira, 16, que Pyongyang e Washington "pisem no freio" em relação às palavras e ações de ameaça para trabalhar por uma resolução pacífica para o conflito. A declaração foi dada pelo ministro do Exterior chinês, Wang Yi, após conversa por telefone com o colega russo, Sergei Lavrov, na qual sugeriu que China e Rússia trabalhem juntas para conter as tensões.

"Não devemos permitir a ninguém que acirre um incidente em frente à nossa porta", declarou o ministro, em nota divulgada pelo governo. "A tarefa mais importante, agora, é que os Estados Unidos e a Coreia do Norte apertem o freio nas alfinetadas mútuas com palavras e ações, para diminuir a situação tensa e prevenir uma crise", informou o comunicado que citava a fala de Wang Yi com Lavrov.

Segundo o representante da China, o ministro russo disse que as tensões ainda podem aumentar com novos testes militares programados para 21 de agosto, na Coreia do Sul. "Uma resolução da questão das armas nucleares da Coreia do Norte através de intervenção militar é completamente inaceitável. A questão deve ser solucionada através de métodos políticos e diplomáticos", afirmou Lavrov, segundo a nota.

A China é a principal parceira econômica e aliada política da Coreia do Norte, embora as relações entre Pequim e Pyongyang tenham se deteriorado diantes das tensões recentes. A China se uniu à Rússia, nos últimos meses, na pressão para que os EUA suspendam exercícios militares com a Coreia do Sul, em troca de que o Norte interrompa testes nucleares e de mísseis em um primeiro passo para a negociação.

Visita norte-americana. Nesta quarta-feira, o chefe do Estado-Maior Conjunto, o general Joseph Dunford, segue em visita à China após conversas sobre a Coreia do Norte com representantes do governo. Nenhum detalhes dos encontros foi revelado pela Casa Branca ou por Pequim. Os EUa querem resolver a questão pacificamente, mas, segundo Dunford, "estão prontos para usar toda a sua capacidade militar". A visita do general à Ásia também vai incluir passagem pelo Japão

Na semana passada, o Exército norte-coreano afirmou que finalizaria o plano para disparar quatro mísseis balísticos próximo à ilha de Guam, território administrado pelos EUA que fica a cerca de 3,2 mil quilômetros de Pyongyang. Depois, na última segunda-feira, 14, o presidente Kim Jong-un disse que "iria esperar mais um pouco para agir". / AP

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