China pede que EUA evitem ação militar na Síria

A China pediu que os EUA evitem uma ação militar contra a Síria, alegando que os norte-americanos devem esperar pela conclusão da investigação da Organização das Nações Unidas no país. Uma equipe da ONU estava na Síria em uma operação para verificar o suposto uso de armas químicas na guerra civil local.

AE, Agência Estado

02 Setembro 2013 | 09h29

Segundo o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Hong Lei, o governo dos EUA havia informado Pequim sobre sua análise do ataque ocorrido no mês passado. Sem citar os EUA, Hong reiterou a oposição da China à intervenção militar.

"Estamos profundamente preocupados que alguns países podem tomar ações militares de forma unilateral", disse Hong a repórteres em uma coletiva de imprensa. Ele disse que "a comunidade internacional deve respeitar os princípios da Carta das Nações Unidas", deixando a entender que Pequim quer que qualquer retaliação obtenha antes a aprovação do Conselho de Segurança.

No Conselho de Segurança, a China está do lado de Rússia, defensor mais vocal da Síria durante o conflito, no bloqueio de uma resposta que poderia derrubar o presidente sírio, Bashar Assad.

Hong disse que, antes de tudo, a equipe de investigação da ONU precisa determinar se, de fato, armas químicas foram usadas na Síria. "A comunidade internacional deve tomar medidas com base no resultado da investigação, inclusive se as armas químicas foram usadas e quem as usou. Esse deve ser o pré-requisito e pressuposto para a comunidade internacional tomar medidas no futuro", disse Hong. Fonte: Dow Jones Newswires.

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