China pede que Irã coopere com agência nuclear da ONU

A China fez um apelo ao Irã para que aRepública Islâmica coopere com a agência nuclear da Organizaçãodas Nações Unidas (ONU), mas procurou distanciar-se dos pedidosde sanções após um relatório apontar que Teerã está impedindo aanálise de suas atividades atômicas. Após o relatório da Agência Internacional de EnergiaAtômica (AIEA), divulgado na segunda-feira, Estados Unidos eGrã-Bretanha aumentaram a expectativa de imposição de novassanções para que o Irã suspenda os trabalhos de enriquecimentode urânio e coopere mais com inspeções que buscam verificar seo Irã desenvolve meios para fabricar uma bomba atômica. A República Islâmica nega as acusações de que busque afabricação de armas nucleares, culpa a AIEA pelo impasse eafirma que seu programa nuclear é pacífico. "Esperamos que o Irã e a AIEA continuem a cooperar pararesolver as questões não decididas o mais rápido possível",disse em entrevista coletiva Jiang Yu, porta-voz do Ministériodo Exterior da China. "Tensões não são a maneira de se resolveresses problemas." Grande consumidor do petróleo iraniano e com poder de vetono Conselho de Segurança da ONU, Pequim se tornou foco dosesforços diplomáticos para pôr fim ao impasse envolvendo oprograma nuclear iraniano. A China apoiou resoluções anteriores do Conselho deSegurança que impuseram sanções limitadas ao Irã, mas tem semostrado relutante em adotar medidas que abalem seus laçosenergéticos e econômicos com Teerã. O Irã é o terceiro maior fornecedor de petróleo importadopara a China, atrás de Arábia Saudita e Angola. (Reportagem de Chris Buckley)

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