China pede que Irã seja flexível na questão nuclear

Uso da força é a última coisa que Oriente Médio precisa para resolver o assunto, diz Pequim

Reuters

04 de novembro de 2011 | 07h53

PEQUIM - A China fez um chamado ao Irã para que mostre flexibilidade sobre o seu controverso programa nuclear e alertou que o uso da força para resolver a questão é a última coisa de que o Oriente Médio precisa no momento.

 

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Os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a França vêm aumentando a pressão sobre o Irã à medida que se aproxima a divulgação, na semana que vem, de um aguardado relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) que poderá trazer novos detalhes sobre o lado militar do programa nuclear iraniano.

Os americanos e seus aliados europeus suspeitam que o Irã esteja desenvolvendo a capacidade de produzir armas atômicas sob a fachada de um programa de energia nuclear para uso civil. O Irã nega ter como objetivo fabricar bombas atômicas e diz que sua meta é a produção de energia elétrica.

A Rússia e a China pediram que a Agência Internacional de Energia Nuclear, órgão da ONU, dê ao Irã tempo para estudar e responder as alegações de possíveis atividades atômicas ligadas ao setor militar antes da publicação do relatório.

A expectativa é que o relatório da AIEA traga informações detalhadas de inteligência indicando as dimensões militares do programa nuclear iraniano, mas sem afirmar explicitamente que o país está tentando fabricar armas atômicas.

Os Estados Unidos e Israel têm indicado repetidamente a possibilidade do uso da força contra instalações nucleares iranianas, o que provoca duras ameaças de retaliação por parte do Irã.

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